resident evil requiem e acessibilidade digital: representatividade basta?
nota de transparência: o conteúdo a seguir é post react das reflexões compartilhadas por nossa parceira, Belle Utsch nesse link aqui.
a saga resident evil é clássica: o que sempre leva as expectativas de um novo lançamento lá pro alto, mas o que acontece quando um jogo decide colocar uma personagem cega na trama e esquece de quem está do outro lado da tela? a Belle utsch, nossa parceira e especialista no assunto, gravou conteúdo sobre o novo lançamento e a gente trouxe essa análise para vocês.
no vídeo, a Belle traz um ponto que incomoda qualquer designer inclusivo: o jogo apresenta a Emily, uma personagem com deficiência visual, com tem narrativa forte, bem desenvolvida, e até um puzzle em braile, para reforçar que a capcom não foi boba, e nem inocente, sabiam bem do que estavam falando. mas aqui mora a contradição.
mesmo com uma personagem tão bem construída e representativa, o jogo não tem acessibilidade digital real para pessoas com deficiência visual severa ou cegueira.
a belle, que tem baixa visão, compartilhou como precisa “se virar” para conseguir jogar:
ela destaca que as opções de “acessibilidade” da capcom pararam no tempo. aumentar um pouco o texto da hud (que nem fica tão grande assim) não resolve o problema de quem tem resíduo visual moderado ou severo.
esse é um caso clássico de acessibilidade cosmética, de fachada. na eachline, a gente bate muito na tecla de que acessibilidade não é sobre estética ou sobre ser “bonzinho” na narrativa. é sobre autonomia.
o desabafo da belle é um apelo necessário: por que não escalar a cada jogo? a tecnologia evolui, mas as ferramentas de inclusão da capcom parecem presas gerações atrás do console.
acessibilidade digital não é um checklist de “tem personagem pcd?”. é garantir que o controle possa estar na mão de qualquer pessoa.
e você, acha que a indústria de games está evoluindo ou apenas está cumprindo tabela no que diz respeito à diversidade?
fala com a gente se não quiser que o seu produto digital cometa os mesmos erros da capcom
referências: