diário de bordo: perifacon, games acessíveis e o nascimento da eachline
como quem vê close não vê corre, decidimos criar esse formato de post, o diário de bordo, pra dividir com você pessoa que nos lê, um pouco dos bastidores do que faz a nossa empresa tão legal.
no último dia 25 de outubro, sábado de sol, saímos cedo daqui do interior de são paulo, para enfrentar 130 km de estrada até a capital e depois até a fábrica de cultura do jardim são luiz, para enfrentar um dia longo, cansativo, mas super importante para nós: íamos participar da perifa con 2025!
para quem não frequenta esse tipo de evento, pode parecer “apenas mais um evento geek”. mas a perifacon é gigante! é um espaço de resistência e potência que democratiza o acesso à cultura pop e celebra a diversidade e criatividade que faz a vida nas periferias girar, e que a maioria das pessoas nem pensa existir. estar lá não é apenas sobre expor um produto; é sobre ocupar um espaço e afirmar que a tecnologia, os jogos e a diversão são direitos de todas as pessoas, sem exceção.
tudo a ver com a missão da eachline, foi nossa maior honra poder colaborar nesse ambiente levando games acessíveis para esse espaço.
além de todo networking que conseguimos fazer, trocando com profissionais incríveis da indústria de jogos indie nacional, ainda pudemos dar uma escapadinha e ver todo o evento, além de comprar várias coisinhas, claro.
ao chegarmos na sala destinada aos estúdios de jogos, fomos recebidos por uma organização impecável. a estrutura do evento estava incrível, pudemos entrar antes da abertura dos portões, para organizar nossas coisas. montamos nosso espaço para apresentar, ainda com o nome da nossa empresa antiga, a da “grioh games”, nossos dois projetos autorais: o bodyguards e o paranã.
a proximidade com o público é das coisas mais legais, senão a mais legal desse tipo de evento. famílias inteiras paravam no nosso estande. vimos crianças, jovens e adultos, pessoas de todos os perfis, mergulhando em universos que um dia só existiam nas nossas cabeças.
de um lado, o bodyguards, nosso shoot ‘em up que te propõe de cara um exercício de imaginação: e se eu fosse um glóbulo branco defendendo meu organismo de ameaças? pois é exatamente isso, nesse jogo, você é um glóbulo branco que precisa entrar na nave para combater patógenos que querem infectar o corpo.
do outro, a versão de testes do paranã, um jogo de puzzle que carrega uma alma profunda, livremente inspirado na história do retorno do manto tupinambá aos povos originários, e que já já vai estar disponível para vocês testarem.
tivemos surpresas gratificantes ao longo do dia. algumas pessoas nos reconheceram da nossa participação na gamescom latam, em maio, quando apresentamos o bodyguards no estande da secretaria de cultura do estado de são paulo, parando para dar um “oi” e ver como os projetos evoluíram. essa conexão, esse reconhecimento de quem acompanha a cena indie brasileira, vale muito.
aquele sábado teve um sabor agridoce de despedida e, ao mesmo tempo, de celebração. foi o nosso último ato oficial como grioh games! ali, no meio do fervo cultural, apresentamos silenciosamente a nossa nova skin: a identidade visual da eachline. aproveitamos o dia do evento para lançar as novas redes sociais, e todo o retorno que recebemos foi maravilhoso
mas por que compartilhar essa história em um blog de consultoria em acessibilidade?
porque é aqui que a nossa história se diferencia de tudo o que existe no mercado. a eachline não nasceu em uma sala de reuniões; ela nasceu no “chão de fábrica” do desenvolvimento de games acessíveis.
muitas consultorias de acessibilidade conhecem as regras, elas conhecem a wcag, conhecem as leis, mas nós conhecemos a realidade do desenvolvimento.
desenvolver jogos autorais foi a nossa maior escola. em 2023, tivemos a honra e a competência de conquistar o edital do proac editais. ganhar esse edital não foi apenas uma vitória financeira; foi uma prova de fogo administrativa e técnica. nós tivemos que escrever, defender e, o mais importante, executar um plano de acessibilidade robusto para um órgão público.
nós sabemos exatamente o que é ter que preencher planilhas complexas de editais, justificar escolhas de design inclusivo e fazer tudo isso caber dentro de um orçamento apertado (ou às vezes inexistente) de estúdio indie.
quando implementamos recursos de acessibilidade no bodyguards, não estávamos apenas seguindo um checklist. estávamos sentindo na pele as dificuldades técnicas: como remapear controles sem quebrar a jogabilidade? como garantir contraste sem perder a identidade artística?
é essa vivência que trazemos para a eachline.
hoje, quando prestamos consultoria para um estúdio ou para uma empresa de tecnologia, nós não entregamos apenas um relatório de “certo ou errado”. nós entregamos empatia técnica. nós sabemos onde o “calo aperta” porque já aconteceu conosco.
isso nos permite:
nosso diferencial é ter testado nossas próprias recomendações em nossos próprios produtos. nós erramos, corrigimos e aprendemos com nossos jogos para que nossos clientes possam acertar mais rápido.
o dia na perifacon foi exaustivo? sem dúvida. voltamos para casa (sim, mais 130 km para voltar) com o corpo cansado, mas com a mente agradecida. a eachline nasce dessa mistura de estrada, código, editais conquistados e contato humano direto.
somos uma consultoria feita por quem faz. e estamos prontos para te ajudar a passar de fase no que diz respeito a acessibilidade digital
quer conversar sobre como tornar seu game acessível?